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A FE poderá salvar

É grave o estado em que se encontra a educação escolar pública brasileira. A mídia, diariamente, aborda tal situação.

São inúmeros os diagnósticos, ações, projetos, planos, programas que se sucedem, no entanto, não são alcançados resultados efetivos.

Um dos maiores “nós” desse atraso é a Família. Quando ela passar a exigir uma boa escola para seus filhos, não tenhamos dúvidas, a situação vai melhorar substancialmente.

A Família se apresenta acomodada, apática, aceitando, pacificamente, a sofrível escola que ai está! Trata-se de um cliente com um baixo nível de exigência. Será que ele se dá conta de tal realidade?  É preciso que aconteça uma verdadeira revolução cultural. O grande desafio: como fazê-la?

Ideia simples a ser perseguida: todas as publicidades governamentais terão um cunho educativo. Sensibilizar as Famílias para que se integrem à Escola, passando a elogiar, criticar, sugerir, participar, fiscalizar... Afinal, os governantes respondem às pressões da população.

A crise vivida pela Família brasileira atual é uma realidade que repercute diretamente na Escola. Ambas têm que se ajudar. O encontro FE tem que acontecer. Está sendo muito difícil ser e fazer Escola na atualidade. Escutemos os profissionais da educação sobre o tema!

É gritante a necessidade de se assegurar uma política educacional que ultrapasse governos e evite-se a famigerada descontinuidade. Enfim, uma mudança acontecerá diante de firmes e duradouras decisões e muita perseverança.

É exigido que os alunos aprendam, pelo menos, a ler, escrever, contar, pensar conscientemente, formando hábitos, atitudes, valores, conceitos, princípios. Se isso não acontece, fechemos a escola!

A Escola não pode ser simplesmente um espaço para distribuir leite, merenda, realizar ações de saúde... Tudo isso é muito importante! Indispensável, no entanto, que ela cumpra, antes de tudo, a sua missão primeira!

Cabe lembrar que a instituição escolar, constantemente, é apontada para que nela aconteçam dezenas de ações as mais variadas, conforme já assinalado. Impressionante é uma instituição tão solicitada e tão frágil. Tal fragilidade é evidenciada a partir dos recursos humanos – pouco valorizados e as limitadas disponibilidades financeiras.

Fica a ideia: o encontro efetivo entre a Escola e a Família é a salvação para a educação escolar brasileira. E tudo isso deverá começar a se consolidar na denominada educação escolar básica (0 aos 17 anos). Ela sedimenta a educação superior, importante. Não deveria, no entanto, ser prioritária. Aliás , quando se diz que tudo é prioridade, conclui-se que inexiste prioridade.

Tais ideias permitem que afirmemos: só a FE salva! (07/03/13)

 

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