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A salvação está na base!

Fundamental, essencial, principal é o que nos diz um dicionário da língua portuguesa sobre o significado de básico! Mas, infelizmente, entre nós há uma brutal incoerência quando se trata de educação. A legislação brasileira já define o que é educação básica: a Educação Infantil (de 0 a 5 anos), o Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos), o Ensino Médio (de 15 a 17 anos). E, ainda, aponta para as responsabilidades dos entes federados.

Estranhamente, há distorções que, irresponsavelmente, vêm-se mantendo ao longo dos anos.

O professor Rinaldo Barros, em artigo escrito recentemente, faz uma retrospectiva sobre a educação, que contempla muito bem a questão.

Provoca-nos, entretanto, a apontar, mais uma vez, duas imensas distorções que precisam ser banidas: o Estado do Rio Grande do Norte assumir o Ensino Superior - competência da União (que detém mais de 60% do bolo financeiro do país). Já passou da hora de se federalizar a UERN. As lideranças políticas precisam,  urgentemente, buscar esse grande benefício para o nosso RN. A segunda distorção diz respeito à Prefeitura de Natal, que paga bolsas para o Ensino Superior, estando longe de assumir a sua obrigação na Educação Infantil, em termos qualitativos e quantitativos. O déficit de atendimento ainda é gritante. Quanto ao fundamental, já é hora de oferecer uma escola de tempo integral. Mas, assumir custos com o Ensino Superior é, no mínimo, incoerência, irresponsabilidade, distorção e tudo o mais.

É possível que a justificativa seja o fato de que as crianças e adolescentes, até os 14 anos, não são ainda eleitores... Porém, sê-lo-ão no futuro!

A faixa etária de 0 a 14 ainda não vota. Talvez aí esteja a explicação para a distorção existente. Quem vai gritar, defender o que é essencial, fundamental? Uma mobilização das famílias que têm filhos nessa faixa? As lideranças empresariais quando se conscientizarem de que “qualificar mão de obra”  precisa do pré-requisito do domínio do “ler, escrever e contar” – o que acontece, ou não, na educação básica – manifestar-se-ão?

Acrescente-se que, se a nossa maior pobreza é a “miséria política”, não conseguiremos ultrapassá-la sem uma razoável educação básica – para todos! Se esta for alcançada na dimensão qualitativa e quantitativa, tudo o mais virá! Ela “calça” e habilita  todo e qualquer indivíduo para fazer uma longa e promissora caminhada, considerando-se, inclusive, o Ensino Superior!

E o que está faltando? Compartilho, com os que querem ver nossa gente mais realizada e feliz, esta grande questão.

Já se escreveu muito sobre o assunto. Agora, resta agir! A quem compete? (Natal, 10/1/13)

 

 

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