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Quarta, 29 de Novembro de 2017

Comissão faz visita para avaliar estrutura do Teatro Sandoval Wanderley

Vereadores da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Natal realizaram nesta terça-feira (28) uma visita ao prédio do Teatro Sandoval Wanderley, localizado no bairro do Alecrim, zona Leste de Natal, que está fechado há quase uma década. A visita servirá para os parlamentares embasarem parecer sobre o Projeto de Lei 118/2017, do Executivo Municipal, que autoriza a desafetação do prédio para aliená-lo à iniciativa privada, condicionando à construção de um novo teatro no bairro da Ribeira, com mesma capacidade do atual. Participaram da visita os vereadores Ubaldo Fernandes (PMDB), Eleika Bezerra (PSL) e Dickson Júnior (PSDB),   acompanhados por representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) e da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), bem como assessores, moradores e artistas.

Para a vereadora Eleika Bezerra, com a garantia de que um novo teatro será construído, o projeto poderá ser aprovado, mas necessitará de fiscalização. "A gente percebe que o prédio chegou a uma situação quase deplorável. Minha tendência é que, se for aprovado, devemos fiscalizar, assim como toda a população de Natal deve fazer, para saber se isso aqui vai ser alienado para quê, quando e de que forma. Precisamos saber de todas essas definições e ter garantias", ressaltou. Já o vereador Dickson Júnior defendeu que a solução mais viável para que Natal não perca a casa de espetáculos seria aliená-la para que uma nova seja construída pela inciativa privada. "A proposta com a contrapartida da iniciativa privada para mim é a melhor solução. Não vejo que é prioridade do Executivo reformar e manter o teatro aqui. Mas só votarei a favor do projeto se derem todas as definições sobre o novo teatro, com prazos e modo de funcionamento para não sermos enganados", destacou o parlamentar.

Na próxima reunião, a comissão deverá emitir parecer sobre o projeto, mas a expectativa é de que seja votado em plenário somente em 2018. "É oportuno ver in loco. Observamos que o prédio está deteriorado, com estrutura comprometida. Tomaremos um posicionamento sobre o projeto que está tramitando na comissão e anunciaremos na próxima reunião", informou o presidente da comissão, Ubaldo Fernandes. Populares do bairro e artistas que acompanharam a visita defenderam a permanência do teatro no local e a revitalização do equipamento para fomentar as manifestações artísticas no bairro do Alecrim.

O projeto encaminhado pelo Executivo prevê que, caso o novo teatro não seja construído e entregue no prazo de um ano, a contar da publicação da lei, haverá reversão do bem público em questão. Uma vez alienado, o prédio do Alecrim ficará disponível para ser demolido ou reaproveitado em outros projetos da iniciativa privada e o valor equivalente à avaliação do atual imóvel deverá ser revertido em benfeitorias, de forma vinculada à manutenção do novo teatro durante cinco anos.

Texto: Cláudio Oliveira
Foto: Verônica Macedo

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